sábado, 1 de setembro de 2007

Delírio nº 3


Hora de escrever
Criar
Expor para o mundo o que há dentro do seu mundo
Mostrar os castelos, as paisagens e os lixões que você construiu
Sente-se no divã das oportunidades

Silêncio
Caneta na mão
Mão no teclado
Olhos na tela
Olhos no papel
Olhos no coração

E, principalmente, olhos na cabeça...

O que criar?
O que escrever?
Sobre o que escrever?

Fdshfghdfghghfd[pense]dfffdhfhvfdhvbhfd[pense]cdjndjvnjdvbjdsv[tente pensar] fjhdjfgj
Vjfhjfdhf[tente ouvir]jfbbhfhfdnjbcsdpe[tente falar]njcdsbhfdbhvdh[tente sentir]kjdfjdjv
Fvndfhvfd[grite]dfjvbfdbvhdfbh[se deixe pensar]dnfdhsfdhsfjd[se deixe respirar]vfjvjfbv
Fdjfgfd[deixa]nfjvbfdbvhfdbfvd[deixa]jbdsvbfhdbvhfhvfdc[deixa]njfdnvjfbdjv[deixa]jndf
Fhfhfdhgf[por favor]jbhdsbhdbf[não consigo me concentrar]hjhijjkkjk[não vem nada]fhj
Fdhgfhdh[não aparece nada]jkjfgfgfgfgfgfgfgfghdfghd[não sai nada]kjfjkjdfds[eu quero pensar]njdnjdnjvnfdsfdfdf[eu preciso pensar]jdjfdnvjf[eu quero escrever]fjkdfdjfgkmfkd cjvn[por favor]jgdjkghdsbehsfgh[pare]jvjflnfdffgfdfhdghjhhkjk[pahre]nchdbhfdsh[hparekj]jfhdbfhdb[fhgpagfrehghf]hnbdhbhddjbjnfjhfjdhffjdhfjdhfd[hjgjpjhahjrehhj]
gjfdjgkfdjgkfjkgjfkgjfgfhskdfstgreajfcghrebfjesdhfyrejthfeuidtbuwerayfgyuearvfdgkfjkgj

O que fazer nessas horas?
O ônibus de viagem não veio hoje?

Paciência. As reticiências descontroladas das lâmpadas apagadas não o querem deixar em paz.
Não dá mais tempo. Hora de ir dormir.
Boa noite.

DROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOGA!!!!!!!!!!!!!!!!!

ZzZzZzZz...ZzZzZzZzZ...zZzZzZzZzZzZ...zZzZzZzZzZzZz...ZzZzZzZzZzZ

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sábado, 25 de agosto de 2007

Entre Asfalto e Paredes


O rapaz está sentado no asfalto, cabeça baixa, ego baixo.

Olha em seu relógio. Cada hora dividida em compromissos. Cada minuto dividido em etapas de compromissos. Cada segundo dividido em partículas de poluição amparadas nos pulmões dos desejos de nossos superiores em cumprir metas.

As metas da sua vida.

As metas do seu ano.

As metas do seu mês.

Da sua hora.

Dos seus minutos.

Dos seus segundos.

Seu paletó quente aperta o seu pescoço, quase o sufocando.

Há paredes por toda a sua volta.

As paredes são terríveis.

Surto.

Ele fica de pé. Quer sair dali.

Bateu a cabeça numa parede.

A perna raspou na outra.

O cotovelo bateu em outra.

E as suas costas se prensaram na de trás.

Tombo.

As paredes não o deixam passar.

Ele precisa sair.

Ver o mundo.

Ver a vida.

Ver-se.

Calor. Suor. Dó. O paletó está de novo o sufocando. Ele precisa sair dali antes que morra sufocado.

Parte para a agressividade.

Soca as paredes. As chuta. As pisoteia. As insulta. As empurra.

Nada. Cansara. Resolveu ignorá-las. Era hora de voltar para seus compromissos. Voltara para o chão. Começara a trabalhar. Não sei dizer o que é porque não limpei os meus óculos e estou sem lenço. A poluição está terrível e ás vezes mal consigo enxergar as coisas como elas realmente são.

E de repente, para a sua surpresa, as paredes se abrem.

E ele, esperto, sai.

Dia lindo.

Pessoas lindas.

Paisagens lindas.

Vida linda.

Liberdade.

Mas afinal, o que é que ele vai fazer mesmo?

...TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC...

Tédio. Ficar sem fazer nada era muito chato.

Começou a sentir falta do asfalto e das paredes.

Resolveu voltar para lá.

Compromissos. Hora, minutos e segundos. Que merda, cansaço e sufocamento de novo!

Mas sei lá... era melhor do que não fazer nada.

E assim, permaneceu entre as paredes, fechado com seus compromissos e apoiado no asfalto.

Na verdade, seus braços se acostumaram a se escorar nas paredes, e seu corpo, infelizmente, acostumara-se a repousar a sua carne e seus ossos passados naquele asfalto imundo.

Paciência, que venha a chuva e a tempestade...

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Error: Not Server


Já parou para pensar no preço que pagamos por viver numa era de alta tecnologia?

Quantas vezes você já teve problemas em seu pc?

Quantas vezes você já se descabelou para acessar a internet (discada banga larga também) e simplesmente, ela trava, não carregando nada na hora em que você mais precisa?

Quantas vezes você já ligou em uma central de atendimento e por motivos quaisquer, não teve a sua solicitação atendida por estarem sem sistema?

Quantas vezes o seu celular esteve sem serviço, fora de área, ou quando você manda uma mensagem ela não chega ao seu destinatário?

Quantas vezes o seu orkut travou?

Quantas vezes você já mandou mensagens no msn, e depois de uma década ele informa que a mensagem não pôde ser entregue a todos os destinatários?

Quantas vezes o fone do seu MP3 já deu defeito?

Quantas vezes você foi pagar uma conta no dia do vencimento, e na hora, a caixa informa que está sem sistema?

Quantas vezes você já se matou de digitar aquelas letras tortas de segurança exatamente do jeito que está lá, e mesmo assim, e a porcaria diz que ela está errada?

Quantas vezes você quis usar o cartão de credito, com um carrinho cheio de compras, e o POS da loja estava sem sistema?

Preciso perguntar dos aeroportos? Do sistema aéreo?

Pois é, do que adianta ter tanta tecnologia se no fim, tudo acaba sem sistema?

Desse jeito, a gente é que vai acabar pifando...


PS: Essa postagem era para ter sido publicada mais cedo, porém, devido a um problema de acesso no blogspot, só consegui postar agora... é mole?

domingo, 19 de agosto de 2007

Delírio nº2


Ser bom
Ser mau
Sou bom
Sou mau
Sou ser bom
Sou ser mau

Bommausouser
Sersoumaubom
Sersoubommau

Sou Ser bom mau

Sou sEr bom mau

Sou seR bo...

Ser

Ser

Ser?

Ser? Ajude

Ser?? Maltrate Derrube

Ser??? Abrace Escute Lute

Ser???? Ame Respeite Se curve Ampare

Ser????? Separe Bate Inveje Dispare Acabe Repare

Ser?????? Brigue Ajude Maltrate Abrace

Ser??????? Derrube Escute Destrate Respeite Bate

Ser???????? Lute Trapace Se curve Inveje Ajude Dispare Ampare Escute

Malcriado
Mal visto
Malvado
Mal-amado

Bem quisto
Bem vindo
Bem aventurado
Bem visto

Senhoras e senhores, no tatame da mente humana eis os dois adversários: de um lado, o Bom, e do outro, o Mau.

Soa-se o gongo.

Os dois se pegam. Bom, obediente às regras, tentou acertar o seu inimigo, mas não conseguiu. Sem dó nem piedade, Mau tirou um pó de seu uniforme e tacou-o nos olhos de Bom, deixando-o cego para o resto do mundo. Bom fora burro, não se preveniu, agora teria que arcar com as conseqüências. Foi duramente nocauteado em quase todos os rounds.

No último round, Bom pensou em cegar os olhos de seu adversário esperando a sua visão voltar. Ela até então, não voltou. Furioso, o Bom surtou, e cego, pegou uma faca e partir para cima de Mau, quase cortando-lhe a cabeça. Foi preso na hora.

Mau era o campeão daquela luta.

Tempos depois, encarou mais adversários, porém sua trapaça do pó também foi descoberta, e ele também fora preso. A verdade é que o pó era o seu disfarce por ser um mau lutador.

Fim da luta entre Bom e Mau. Ninguém vencera. Sem troféus, nem nada.

Conclusão, eram, de certa forma, de níveis iguais. Tinham muito o que aprender.

Bom percebeu que a esperteza e a cautela de Mau era importante.

Mau percebeu que a honestidade e a perseverança de Bom era importante.

Valores.

No fim, a questão meio resolvida.

Não seja um bem mau

Não seja um mal bom

Faça a conta, e tire o resultado.

Verá que a soma dos dois dará um resultado final.

Em cada desejo, em cada ato, e em cada insanidade, trará mais aprendizados.

Mas lembre-se, a cabeça é sua, e as conseqüências também.

[bom] [mau] [bom] [mau] [bom] [mau] [bom] [mau] [bom] [mau] [bom] [mau] [bom] [mau] [bom] [mau] [bom][mau]...